terça-feira, 25 de dezembro de 2012

SANGUE

Sangue vertical,
Carne e espinho
Pedras a caminho.
Doença visceral.

Sangue em minha alma
Virei o sódio
Toquei o ódio,
Com minha palma.

Pegada vermelha,
No chão branco,
Quebrada a telha

O fúnebre canto,
Que zumbe na orelha
Matei o santo!

Autora: Karla Purcino (estudante de Letras, apaixonada por literatura e poesia)

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

VIDA LONGA

Lembrei desse sentimento
Gritando dentro de nós
Éramos todos meninos
E em cada um vivia uma paixão

Como na cena de um filme
Vencemos pesadelos
Enfrentando os dragões
Criados por nossos medos
Fruto da imaginação

De frente a uma nova era
Na onda de uma canção
Nós construímos história
Mente, alma e coração

Vida longa às barreiras
Que atravessamos
Todas as luzes do reino brilharam
Só pra mim e pra você
Eu estava gritando "vida longa"
À magia que fizemos
E tragam os fingidores
Um dia seremos lembradas

Eu disse "lembrei desse sentimento"
Eu passei as fotos adiante
De todos os anos que estivemos
Lá do lado de fora desejando por agora

Somos os reis e as rainhas
Você trocou seu boné de beisebol por uma coroa
Quando eles nos deram os nossos troféus
E nós os levantamos pela nossa cidade

De frente a uma nova era
Na onda de uma canção
Nós construímos história
Mente, alma e coração

Vida longa às barreiras
Que atravessamos
Todas as luzes do reino brilharam
Só pra mim e pra você
Eu estava gritando "vida longa"
À magia que fizemos
E tragam os fingidores
Não tenho medo

Vida longa às montanhas que movemos
Eu me diverti muito
Lutando com dragões junto à você
Eu estava gritando "vida longa"
Àquele seu olhar
E tragam os fingidores
Um dia seremos lembradas

Segure-se
Para girar
Confetes caem no chão
Talvez essas lembranças amparem nossa queda

Lembrei do momento
Que fiz promessa pra nós dois
Pintando o nosso destino
Puro e simples, pleno
E sem fim

Que fosse assim
Sem um "goodbye"
Fosse pra sempre um "cheguei"
O sonho que construímos
Me vi feliz, eu te achei

Será muito mais
Que achar
Será muito além
Que pensar

Vida longa às barreiras
Que atravessamos
Eu me diverti muito com você

Vida, vida longa às barreiras
Que atravessamos
Todas as luzes do reino brilharam
Só pra mim e pra você
Eu estava gritando "vida longa"
À magia que fizemos
E tragam os fingidores
Não tenho medo

Cantando
Vida longa às montanhas que movemos
Eu me diverti muito
Lutando com dragões junto à você

Vida, vida longa
Àquele seu olhar
E tragam os fingidores
Um dia seremos lembradas
 
Autora: Taylor Swift (By Paula Fernandes)
 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

PARA VOCÊ, COM CARINHO.

"Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.
Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade
que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite
que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem
intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.
E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido
todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os
meus amigos!
Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o
quanto minha vida depende de suas existências ...
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.
Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.
Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer
o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar.
Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão
incluídos na sagrada relação de meus amigos.
Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não
declare e não os procure.
E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de
como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu
equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu,
tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto
pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.
Se todos eles morrerem, eu desabo!
Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.
E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida
ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.
Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma
lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer ...
Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da
vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando
comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e,
principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que
são meus amigos.
 
Autor: Vinícius de Moraes
 

sábado, 8 de dezembro de 2012

Pátria ou exílio: eis a canção.

Na minha terra há miséria,
A fome ceifa muitas vidas
Enquanto nossas riquezas
Vão para mãos indevidas.

O nosso céu está mais escuro,
Em nossa terra há menos flores,
Os passarinhos que restam,
Cantam nossos amargores.

Passear sozinho à noite,
Não se pode nem pensar.
Insegurança, medo e morte,
Sempre a nos espreitar.

Minha terra tem dissabores
Que dá vergonha contar.
É rico roubando pobre;
Criam leis para se roubar.
E o povo que sofre tanto,
Ainda tenta cantar.

Não permita Deus que eu morra
Sem ver meu povo sorrir,
Por desfrutar os primores
Que não encontra hoje aqui;
Por ser feliz de verdade
E não apenas fingir.

Autor: Marcelo Marques Ferreira (baseado em: Canção do Exílio - Gonçalves Dias)
Poema selecionado para o Sarau de Letras em homenagem aos formandos 2012 (UNICSUL).





Razão de Ser

Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.
Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso,
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece,
E as estrelas lá no céu
Lembram letras no papel,
Quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?


Autor: Paulo Leminski

Poema selecionado para o Sarau de Letras em homenagem aos formandos 2012 (UNICSUL).
Aluno: Wanderson Alves de Jesus

MOTIVO


Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou se desfaço,
- Não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno e asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
- mais nada.

Autora: Cecília Meireles

Poema selecionado para o Sarau de Letras em homenagem aos formandos 2012 (UNICSUL).
Aluno: Wanderson Alves de Jesus.




REPRISE

Todo dia eu me lembro
E ando um pouco assustado
Com o caminho das coisas,
Como temos passado.
Já não reconhecemos
O nosso esforço diário
De nos mantermos acesos
Para encontrar o acaso.
Ainda quero estar certo
Em qualquer lugar errado
Quero estar em terraços
Em pedaços de espaço
E de textos azuis
Somente a viagem
Esta trilha infindável
Diverte a alma
De um corpo mutável
De uma mente incerta
Que divide a cidade
Que divide o metro
E que desbota de tarde
Eu quero aprender contigo
E me perder sozinho prá
Escapar da solidão.
A vejo tão linda
Mas tempo parou,
O vento correu
E o instante passou.
Entenda pequena como demonstro o amor
E como corre a cidade com todo esse calor...
E as nuvens todas tão alvas
Que mente delira e o álcool devora
E a TV me destrói
E o amor me distrai
Meu bem somos apenas
Reprises de velhos intercines.
 
Autor: Adriano da Silva Pereira
Poema selecionado para o Sarau de Letras em homenagem aos formandos 2012 (UNICSUL).